Quiche de Bacon e Cogumelos

Partilha a tua sensação
Sabem aqueles almoços de família em que estão completamente desinspirados e não sabem o que preparar? Este fim-de-semana, tive este dilema. O que não é habitual. Depois de várias indecisões e de olhar milhentas vezes para a minha despensa (que se resume a duas prateleiras no armário da cozinha) lá me consegui decidir por uma Quiche de Bacon e Cogumelos. Apesar de já ter ouvido falar de quiches, a verdade é que nunca tinha provado nenhuma. Só posso dizer que esta receita soube deliciosamente bem e foi aprovada pela família. Talvez por isso só tenha conseguido tirar uma foto.



1 embalagem de massa quebrada
200gr de bacon cortado em tiras ou cubos
200gr de cogumelos frescos (utilizei cogumelos marron)
6 ovos
200ml de leite evaporado (utilizei marca Nestlé)
 
Estendemos e pré-cozemos a massa no forno a 180ºC durante 15 minutos. Salteamos o bacon até ganhar um pouco de cor. Retiramos e salteamos os cogumelos na gordura deixada pelo bacon. Deixamos arrefecer. Misturamos os ovos com o leite evaporado e em seguida o preparado de cogumelos e bacon. Vertemos esta mistura na massa e cozemos à temperatura de 180ºC durante 20 minutos.
Ler mais

O regresso à cozinha com Panquecas Americanas

Partilha a tua sensação
Aos poucos e poucos, depois de uma semana bastante debilitada ao nível dos pulmões começo a regressar à cozinha. Ao sentir-me com forças, decidi que tinha de aproveitar o meu dia da semana favorito, o domingo, e preparar algo especial para a minha refeição favorita do dia, o pequeno-almoço. Mais do que matar saudades da cozinha e da confusão em que ela vive permanentemente, determinei que tinha de confeccionar algo especial e fora do habitual para mimar quem durante uma semana tratou tão bem de mim. Inspirei-me numa receita do Jamie Oliver de panquecas americanas para alterar um bocadinho a rotina matinal. E posso-vos dizer que o bom humor que se viveu à mesa iluminou todo o domingo.

Ingredientes para cerca de 4 a 6 doses
3 ovos grandes
115gr de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento be cheia
90ml de leite

Separamos as gemas das claras. Numa tigela misturamos as gemas, a farinha, o fermento e o leite até obtermos uma massa lisa e espessa. Batemos as claras  até formarem picos suaves. Envolvemos as claras na massa. Aquecemos uma frigideira anti-aderente em lume médio. Deitamos três colheres de sopa na frigideira e fritamos durante uns minutos até começar a ficar dourada e firme. Soltamos a panqueca e com uma espátula viramo-la. Continuamos a cozinhar até ambos os lados estarem dourados. São muito boas servidas com xarópe de ácer ou para os mais gulosos com calda de mel e chocolate negro.



Ler mais

Redescobrir o Porto

Partilha a tua sensação
Já passaram quase duas semanas desde que tive a oportunidade de redescobrir o Porto. Apesar da proximidade geográfica, nunca foi para mim uma cidade de eleição. Lembro-me que quando era pequena tinha medo da cidade grande, tal era o choque de realidades, em relação ao meu contexto de vivência em aldeia pequena. E se o gosto pela cozinha me tem permitido aprender imensa coisa, esta descoberta a esta nova paixão a devo, uma vez que me desloquei até norte devido a um workshop de Pastelaria Tradicional. Redescobri que o Porto não é de todo uma cidade escura. Antes pelo contrário tem uma luz misteriosa, mágica que se infiltra nas centenas de claraboias que povoam os telhados desta cidade. Tenho uma paixão por claraboias, ou não tivesse eu crescido com uma no quarto a alimentar-me os sonhos.E acho que passado tanto tempo, passadas tantas visitas, me apaixonei pelo Porto, pelas suas pessoas generosas, pela comida formidável, pelas lojinhas novas com inspirações antigas, pela Ribeira as suas cores e os seus becos larinticos.










Ler mais

Scones de Groselha

Partilha a tua sensação
Quando penso em mimos, penso em manhãs que iniciam com pequenos-almoços redobrados e com carinho servido entre canecas de chá e fatias de bolo acabado de confeccionar. Lembro-me de ser pequenina e de adorar assistir ao rebuliço dos inícios matinais com muito entusiasmo. Mais durante o fim-de-semana é certo, quando a família disponha de tempo para se sentar em torno da mesa da cozinha.  A mãe preparava-me o manjar matinal enquanto eu desafiava o pai para saltos em cima da cama e cambalhotas que acabavam sempre com alguém estalelado contra a parede ou com um pontapé enfiado no estômago. Apesar das mazelas, era sempre divertido. Em casa dos avós, também o pequeno-almoço, ou o mata-bicho, era diferente. A minha avó tinha uma cafeteira já muito velhinha onde fazia o melhor café de cevada do mundo. Essa bebida, dos Deuses, era sempre degustada com uma bela sandes de sêmea e manteiga. Eu gulosamente molhava o pão numa malga de café quentinho e sentia que o tempo abrandava. Hoje em dia, continuo a ser uma pessoa de pequenos-almoços. Não consigo sair de casa sem a primeira refeição do dia, e claro ao fim-de-semana gosto de espalhar afectos em formato de comida pelas pessoas que mais gosto. Seja para o Dia dos Namorados, seja para se mimarem, estes scones de groselhas são a escolha certa para colorirem qualquer início de dia.




Ingredientes
150gr de farinha de arroz
160gr de farinha de trigo
100gr de groselhas
75gr de margarina vegetal
100gr de açúcar
rapa de uma laranja
2 ovos
4 colheres de sopa de leite de arroz
2 colheres de chá de fermento em pó


Colocamos a farinha, a raspa de laranja e o fermento numa tigela. Adicionamos a margarina e com a ponta dos dedos unimos os ingredientes até obtermos uma espécie de areia. Adicionamos o açúcar, os ovos e o leite e mexemos com uma colher de pau até os ingredientes estarem todos ligados. Envolvemos as groselhas na massa obtida. Fazemos uma bola e deixamos a massa descansar durante 15 minutos. Após este tempo, colocamos a massa numa forma circular com papel vegetal. Cortamos em 6/8 pedaços Levamos ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante 20 minutos.







Ler mais

Brownies de Chocolate

Uma partilha
Considero-me uma romântica q.b. Digo q.b. porque isto do romantismo tem de ser como o sal na comida, nem a mais, nem a menos. Mas também é verdade que a dose certa de romantismo depende sempre de quem tempera a vida e de quem a prova. A minha visão de romance assenta em muitas surpresas positivas, pequenos gestos diários que tenham a força de realçar os sabores especiais que muitas vezes a rotina teima em abafar e uma boa dose de gargalhadas. Como é bom ter a oportunidade de partilhar sorrisos cúmplices, matreiros, entre piadas mais ou menos parvinhas e conversas que nos enchem a alma. Mas o meu romantismo é também guloso, e adora (por vezes) de ser alimentado com carregamentos extra de chocolate. Talvez por isso, este ano, quando pensei no Dia dos Namorados um cheiro a brownies invadiu imediatamente o meu cérebro. Socorri-me do detentor de duas estrelas Michelin em Portugal, José Avillez, e corri para a cozinha. Preparei pela primeira vez esta deliciosa receita de Brownies de Chocolate. Se por um lado, a confecção desta receita é um aromatizador perfeito da cozinha, por outro lado o resultado final surpreende o coração com um calorzinho apaixonante. Experimentem e surpreendam alguém no próximo dia 14.

Ingredientes
200gr de chocolate negro (com mais de 70% de cacau)
200gr de manteiga sem sal
1 colher de sopa de açúcar
3 ovos
2 colheres de sopa de farinha

Derretemos o chocolate e a manteiga em banho-maria. Batemos as gemas com o açúcar. Envolvemos o chocolate derretido nas gemas batidas e juntamos a farinha. Batemos as claras em castelo e envolvemo-las suavemente no preparado. Colocamos a massa num tabuleiro rectangular forrado com papel vegetal e levamos a cozer em forno aquecido a 160ºC durante 40 minutos, aproximadamente. Deixamos arrefecer e corte em quadrados. Se assim desejarmos, podemos polvilhar com açúcar em pó.







Ler mais

Talvez o melhor bolo de aniversário

Partilha a tua sensação
Este post chega depois do timing conveniente. Já passou cerca de um mês e meio do meu trigésimo aniversário. Talvez só agora me sinta confortável a falar de tal data. Nunca liguei à questão de ficar mais velha. Sempre encarei a evolução dos anos como algo natural e positivo. Nunca quis ser mais velha, nunca quis ser mais nova. Desejei sempre tudo na medidade certa. Porém, os trinta anos atingiram-me de uma forma diferente e inesperada. Depois de um 2013, em que cimentei a confiança em mim mesma, em que me desafiei constantemente e que provei a mim mesma que conseguia, ... o ano de 2014 acabou por ser um ano de estagnação e talvez de alguns retrocessos. Algumas situações pessoais, que deram uma volta tão grande, obrigaram-me a questionar alguns caminhos escolhidos. Portanto, como devem imaginar, entrar nos trinta não ajudou lá muito. Todavia, tenho uma sorte...nem imaginam. A minha família sempre funcionou como uma comunidade. Estamos sempre em contacto, estamos sempre unidos (independentemente das chatices), e estamos sempre a intrometermo-nos na vida uns dos outros. Em todas as datas importantes da minha vida estiveram lá. E acreditem, não estou a ser simpática. No meu aniversário, marcaram também presença. Mas, para além disso, ajudaram-me a construir um mural, com fotos, frases e com desenhos sobre os meus trinta anos. Acabei por ter muitas surpresas e ter acesso a fotos que nem sabia que existiam. Além disso, o bolo de aniversário, confeccionado por mim, com aspecto tosco, acabou por ser o bolo mais saboroso que alguma vez fiz. Sou suspeita, porque adoro citrinos e adoro receitas simples. Mas que ficou delicioso, ficou. De facto, temos de ser gratos, temos de ver o lado positivo, temos de canalizar as nossas energias para o que realmente vale a pena.  

Ingredientes
1 iogurte grego natural
6 ovos
3 copos de iogurte de açúcar
3 copos de iogurte de farinha
1 copo de iogurte de óleo de girassol
2 colheres de chá de fermento em pó
Raspa de 1 laranja e de 1 limão
2 colehres de sopa de sementes de papoila

Batemos as gemas com dois copos de açúcar. Assim que a mistura se torne fofa e esbranquiçada, adicionamos o iogurte, o óleo e a raspa da laranja e do limão. Batemos as claras em castelo bem firmes, com um copo de iogurte de açúcar. Juntamos as claras em castelo ao preparado anterior, alternadamente com a farinha e o fermento em pó. Por fim, juntamos as sementes de papoila. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC, numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha, durante (+/-) 40 minutos.






Ler mais
Publicação anteriorMensagens antigas Página inicial