Red Velvet Cocktail

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Mais um dia repleto de clichés aproxima-se a passos largos. As montras vestem-se de vermelho, de corações desiguais em tamanho e formato e apelos fofos ao consumo romântico. Ecoa por todo o lado uma tendência comercial de amar. Mas quem sou eu para falar de clichés. Eu que tanto adoro brindar à vida e que aproveito qualquer efeméride alegre e festiva para apreciar esta passagem, que por ser curta e por vezes sombria, merece ser acarinhada vezes sem conta. Quem sou eu para falar quando adoro ser absorvida pela lamechice que invade as ruas e os restaurantes no dia 14 de Fevereiro?! Amar é bonito. Viver ainda mais. Se há coisas nesta vida que se tornam lugares comuns, é porque existem boas razões. Mesmo dos lugares comuns podem e devem nascer bonitas histórias de amor.  E não andamos todos à procura de uma encantadora aventura romântica?


No próximo dia 14, provavelmente não vou embarcar em frenéticos esbanjamentos comerciais. Mas de uma coisa tenho a certeza vou me deixar embalar por romantismos e cuidados. Porque a vida é para ser saboreada, com ou sem clichés. Brindemos portanto a isso.




Ingredientes
100ml de água
10gr de chá Red Velvet
50ml de água tónica
50ml de gin
Erva príncipe fresca

Com a água e com o chá Red Velvet (pode-se encontrar em diversas casas de especialidade) fazemos uma infusão. Deixamos arrefecer por completo. Num copo, juntamos a infusão Red Velvet com a água tónica e depois com o gin. Pegamos na erva príncipe e fazemos uns pequenos cortes sem desfazer. Introduzimos dentro do copo e mexemos para que o sabor e a frescura da erva principe se embrenhe na bebida. Juntar gelo a gosto.



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Bolo de Azeite e Mel da Beira Baixa

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Cada percurso começa com um pequeno passo. Esta é uma grande verdade. Contudo, não me lembro qual foi o primeiro passo que me tornou uma apaixonada por percursos pedestres. Lembro-me apenas que foi há imenso tempo. Se quando era mais pequena reclamava colo cada vez que me diziam “Vamos caminhar, vamos dar um passeio”, nos dias de hoje se me quiserem ver bem-disposta basta convidarem-me para colocar a mochila às costas e desafiarem-me a percorrer mundos. Adoro caminhar, adoro descobrir o meu país através destes percursos/rotas que de forma natural viajam pelos contos e tradições de tanta gente, pelas cores, cheiros e sabores deste país tão diverso e rico.






E são tantas as histórias que guardo no meu coração. Como por exemplo, aquela vez em que fui pastora por um dia. Ou que descobri uma toca de lobisomem. Ou aquela vez em que a ponte tinha sido levada pelas cheias e tive de atravessar o rio descalça em pleno inverno. Ou aquela vez em que tropecei num ninho de carraças e tive de me despedir em pleno percurso. De facto, existem recordações e vivências que valem mais do que muitos tesouros. No fim-de-semana passado, embrenhei-me na Serra da Estrela, mais propriamente na Rota da Caniça (Lapa dos Dinheiros). Um percurso um pouco acidentado, onde por acaso o grupo terminou a caminhada no meio de uma montaria ao javali, onde esteve sujeito a algumas pequenas quedas, mas onde respirámos muito ar puro e obteve os sorrisos genuínos dos habitantes da Lapa dos Dinheiros.


Espero um dia conseguir dar a volta a este meu belo Portugal a caminhar, despendendo mais tempo junto das gentes genuínas deste país, apreciando mais os seus hábitos, conhecendo com mais profundidade as suas tradições, histórias e vontades. Porque de facto, Portugal é um país rico. E nada melhor que ilustrar este post com uma receita típica, com história e que é confeccionada recorrendo aos dois mais preciosos ouros de Portugal: o mel e o azeite.





INGREDIENTES
200gr de farinha
1 colher de chá de fermento em pó (Royal)
1/2 colher de chá de canela (Margão)
8 ovos
200gr de açúcar
1 chávena de chá de mel (mal cheia) (Bynatura)
1 chávena de chá de azeite virgem extra (mal cheia) (Azeite Gallo)
Raspa da casca de meio limão


Peneiramos a farinha com fermento e a canela. Aquecemos o forno a 160.Cº. Batemos as gemas com açucar até obtermos uma mistura fofa e volumosa. Juntamos o mel, o azeite e a raspa de limão. Batemos bem. Por fim, adicionamos as claras, previamente batidas em castelo bem firmes, alternando com a farinha, o fermento e a canela. Deitamos o preparado na forma e levamos a cozer durante cerca de 40 minutos, ou até o bolo estar firme ao toque. Deixamos repousar cinco minutos antes de desenformar. Servir com frutos secos e mel.



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Bolo de Iogurte Grego

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Um dia disseram-me, depois de ter proferido um discurso público: "tu um dia vais ser alguém". O cheiro, as cores, as luzes, os rostos, o suor, os tremeliques desta memória contam com mais ou menos 16 anos. Recordo que, na ingenuidade boba de quem aos 15 anos procura caminho certo para andar e lugar de pertença, a “frase-palmadinha-nas-costas” me caiu que nem ginjas e me fez transbordar em orgulho. Um dia eu iria ser alguém. Repesco esta memória sentada nos meus 31 anos de maturidade, acabados de conquistar à mês e meio (mais coisa menos coisa). É uma distância confortável, para assumir certas verdades e afastar fantasmas. Há quinze anos atrás, a adolescente de metro e meio que secretamente tremia que nem varas verdes em cima de um palanque, já era alguém. Na realidade, se calhar era um alguém bem maior, ainda sem formatações politicamente correctas, com a cabeça independente e a coragem de usar calças de bombazina castanhas completamente démodé. 




Crescemos com esta lenga-lenga, sempre a rodar no sub-consciente. Temos de ser modelos sociais, temos de ostentar uma carreira, temos de proclamar os discursos que os outros almejam ouvir, temos de ter um plano A, B e C seguindo o que é esperado de nós, temos de ser super humanos, temos que fazer tanta coisa, que algures na vida acordamos com a sensação de que um dia podíamos ter vivido.

Tive a felicidade de, quando me encontrava na saga difícil de entrar no mercado de trabalho, voltar a encontrar a pessoa que de modo profético tinha depositado tanta fé no meu ser. Nesse encontro, descobri que a cabeça que pensava de forma independente era agora um perigo, a falta de falsidade na voz tinha passado a ser um defeito e as calças de bombazina uma clara ausência de sentido estético.
A sociedade existe que sejamos iguais, todos, na forma de agir e de pensar, na forma de entender o mundo e de o perspectivar, só assim conseguiremos ser alguém. Mas há lições importantes. Este encontro foi um deles. Para perceber em definitivo que todos somos alguém e que não são os outros que nos vão legitimar a nossa essência, cabe-nos a nós viver e defender os valores que nos definem. Aos 31 anos parece-me que vale a pena voltar a usar calças de bombazina.

 INGREDIENTES
2 chávenas de açúcar
300gr de manteiga
6 ovos
4 chávenas de farinha
2 colheres de chá de fermento
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 chávenas de iogurte grego natural
raspa de 1 limão

Numa rigela misturamos a manteiga com o açúcar até obtermos um creme fofo e esbranquiçado, Juntamos as gemas e voltamos a mexer bem. Adicionamos a farinha, o fermento e o bicarbonato  e misturamos. Juntamos o iogurte grego e misturamos muito bem até  encorporar. Batemos as claras em castelo e envolvmo-las na massa, na qual juntamos também a raspa de limão. Deitamos a massa numa forma previamente untada e levamos ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante 30 a 40 minutos. Retiramos do forno e deixamos arrefecer antes de desenformar. Para a minha festa de anos, decidi rechear o bolo com Doce de Leite da marca Bonne Maman e com cobertura de chocolate.

Cobertura de Chocolate Negro
200ml de chocolate negro com mais 70% de cacau
100ml de natas

Partimos o chocolate negro em pedaços para dentro de uma taça que possa ir a banho maria. Depois de o chocolate derreter juntamos as natas e mexemos bem até ficarem incorporadas. Deixamos arrefecer antes de usar.





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Muffins Salgados de Dois Queijos e Chouriço

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Vi no outro dia na página de facebook  de Às 9 no meu blogue a seguinte mensagem: Os grande anos começam com a força de acreditar. É uma mensagem simples, mas muito poderosa. Lembro-me que a minha frase favorita durante a infância e parte da adolescência era a seguinte: Não Consigo! Fosse qual fosse o desafio, o primeiro sentimento que me trespassava o coração era pesado e traduzia-se numa impressionante descrença. Presumo que isso faça parte do crescimento. Quem é que nunca simulou uma dor de barriga para faltar às provas de natação, a um teste mais difícil ou para desaparecer momentaneamente numa situação mais ansiosa? Provavelmente todos passámos um pouco por esta fase. Lembro-me que dei especial trabalho aos meus pais neste campo.  Mas também foi graças a eles que o meu Não se alterou para um convicto Sim, consigo. Nunca me deixaram desistir, nunca. Incentivaram-me sempre a olhar para lá do medo, para lá da reacção mais fácil. E estou-lhes muito grata por isso, por me fazerem acreditar. Acreditar no mundo, nas minhas escolhas, nas minhas capacidades e no coração de quem me rodeia. Espero que 2016 seja um grande ano.





 INGREDIENTES
10 fatias de chouriço tipo espanhol
9 fatias de queijo Gouda
20gr de queijo da ilha (ralado)
250gr de farinha autolevedante
1 colher de chá de fermento Royal
1 colher de chá de bicarbonato (usei da marca Margão)
100ml de leite à temperatura ambiente
2 colheres de sopa de Ketchup (de boa qualidade, geralmente uso da marca Heinz)
20gr de Vaqueiro Sabor a manteiga derretida
2 ovos

Pré-aquecemos o forno a 150ºC. Numa tigela colocamos a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio. Abrimos uma cavidade ao centro e adicionamos o leite, a manteiga e os ovos. Mexemos com cuidado e só até os ingredientes começarem a ligar. Adicionamos os restantes ingredientes * e amassamos bem com as mãos até obtermos uma massa elástica. Distribuimos a massa por um tabuleiro previamente untado. Levamos ao forno durante 16 minutos. Retiramos e deixamos arrefecer. Esta receita faz 9 muffins.

*Acho que a receita pode ainda ganhar sabor se adicionarmos um colher de sopa de mostarda e ervas frescas como oregãos e tomilho.




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Bolo Mármore Guloso

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É me por vezes encarar com dificuldade o início de um Ano Novo. Talvez porque me seja díficil encarar o silêncio que passa a habitar a minha casa depois das festas de Natal. Sou sempre invadida por uma nostalgia inquietante. Sinto falta das conversas alegres e despreocupadas, porque as pessoas nas festas de final de ano estão sempre abertas ao riso, a esquecer o trabalho, estão disponíveis para amar as pequenas coisas da vida. Sinto falta da agitação que é embrulhar presentes. Sinto falta de dezenas de pessoas sentadas à volta de uma mesa a partilhar o que de melhor habita em cada alma.  Se soubesse que não iria estragar estes momentos, não me importava nada de os estar sempre a viver e a reviver, em loop. Mas sei que o importante é olhar a vida de frente, deitar mãos ao destino e proporcionar novas festas, novos reencontros, novos pulsares de coração.  E também é importante, que neste misto de nostalgia e de energia pró-futuro haja sempre um forno aceso e um cheiro constante a bolo e a amor.







Ingredientes
2 ovos
3 colheres de sopa de creme de soja
70gr de manteiga
100gr de açúcar branco refinado
70gr de chocolate negro (mais de 70 por cento de cacau)
3 colheres de sopa de leite
150gr de farinha autolevedante
1 colher de chá de fermento

 Aquecemos previamente o forno a 150ºC. Untamos uma forma de bolo inglês de 450gr. Partimos o chocolate para dentro de uma tigela resistente ao calor, juntamente com o leite. Aquecemos em banho-maria, em lume-brando, até o chocolate derreter. Retiramos do Lume e reservamos. Batemos a manteiga e o açúcar até obtermos uma textura cremosa e pálida. Juntamos os dois ovos e o creme de soja. Peneiramos a farinha e o fermento em pó sobre a mistura e, em seguida, envolvemos bem com uma colher de metal. Alternadamente, colocamos na forma a massa e o chocolate derretido na forma de bolo inglês. Para obter o efeito marmóreo, pegamos numa faca ou num espeto e ondulamos a massa. Levamos ao forno durante 40 minutos, ou até o bolo crescer e ficar firme ao toque. Deixamos arrefecer na forma durante 10 minutos. Depois desenformamos para cima de uma rede de arrefecimento.





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Broas de Abóbora, Mel e Sultanas

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Com a primeira receita do ano, vem também uma lista de resoluções para 2016. O ano transacto terminou com algumas nuvens a pairar sob a minha cabeça. Um provável prenúncio de desafios pouco motivantes que terão de ser enfrentados em 2016. Todavia, acreditem, não início o ano de forma pessimista ou em tom alarmista. Avizinham-se também momentos muito especiais, que exigem serenidade, para que os consiga viver em pleno, de coração aberto e alma cheia. Talvez por isso uma das minhas resoluções para 2016 é a de defender a minha paz interior. E para isso irei acreditar mais nas minhas capacidades (confesso que às vezes esqueço-me um bocadinho delas), irei correr atrás dos meus sonhos, serei mais positiva mas também mais guerreira e combativa. Pode parecer uma resolução egoísta. Mas acreditem, nada disto é egoísmo. Só defendendo a minha paz interior, terei abarcagem suficiente para defender, amar, valorizar, mimar, ter tempo para quem me é próximo e de quem eu gosto tanto. Bem, afinal não se trata de uma lista de resoluções, mas de apenas um objectivo, que me parece bastante gigante. Bom Ano Novo. Espero que tenham idealizado boas resoluções e que as levem avante.
















gredientes
500gr de Abóbora
200gr de Açúcar Amarelo
50gr de Manteiga
200gr de Farinha de Espelta
300gr de Farinha de Trigo
1 Saqueta de Levedura Desidratada
100gr de Sultanas
2 Colheres de Sopa de Mel

Cozemos a abóbora, previamente limpa. Assim que esta esteja cozida, trituramo-la com a varinha mágica e juntamos a manteiga e o mel. Mexemos para incorporar bem. Deixamos que esta mistura arrefeça um pouco. Numa taça juntamos as farinhas, o fermento e o açúcar. Abrimos uma concavidade no meio dos ingredientes secos e juntamos a abóbora (só pode estar morna). Mexemos com uma colher de pau e, assim, que os ingredientes estejam unidos, amassamos, com a mãos, vigorosamente durante 5 minutos. Formamos uma bola, tapamos com um pano húmido e deixamos levedar durante duas horas em local quente. Passado este tempo, voltamos a amassar ligeiramente a massa e formamos pequenas bolas, que dispomos nos tabuleiros preparados com papel vegetal. Deixamos levedar mais 30 minutos. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC, durante 15 a 20 minutos.






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