Bolo para Aniversários Especiais

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Celebrar o aniversário é para mim mais do que assinalar a passagem de um ano. É acima de tudo convocar um momento de família e criar umas quantas novas memórias, que possam alimentam o ano que se inicia, até que nos sentemos novamente à mesa. Lembro-me que quando era pequena, os meus aniversários eram qualquer coisa de extraordinário. Vivia no centro de uma aldeia pequena, com um pátio pequeno mas extremamente convidativo. A família (que é bastante numerosa) era toda convidada, os amigos da escola também e como o pátio era aberto, podia aparecer quem quisesse. Eu não tinha aniversários comuns, tinha banquetes. Como devem calcular é com muito agrado que recordo as montanhas de comida, os convidados penduras, a família reunida, as brincadeiras que ocupavam o pátio. E claro, tentamos que o aniversário da pequenita cá de casa seja também assim repleto de boas memórias. Apesar da alteração de horários, de rotinas, quiçá de vidas, procuramos dar o tudo por tudo para que a mais pequena possa também em cada ano formar as suas boas memórias. Juntamos a família, rimos muito, provocamos umas quantas peripécias e sorrimos depois ao finalizar do dia, já todos cansados, mas com a alma cheia. Sei que a minorquinha ainda é jovem demais para reflectir sobre estes momentos. Mas tenho a certeza do mundo que os vive de alma e coração e que um dia, todas estas memórias serão um belo álbum fotográfico interior e pessoal.





Ingredientes
300gr de açúcar amarelo
3 ovos
300ml de óleo de girassol
300gr de farinha autolevedante
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de soda
350gr de cenoura ralada
Raspa de uma laranja e de um limão

Misturamos o açúcar com os ovos e o óleo e batemos até que todos os ingredientes estejam bem ligados. Lentamente, juntamos a farinha (previamente peneirada), o fermento e o bicarbonato de sódio. Depois de todos os ingredientes bem encorporados, adicionamos a cenoura ralada e as rapas de laranja e limão. Deitamos a mistura numa forma de bolo previamente preparada e alisamos com uma espátula. Colocamos no forno, pré-aquecido a 170ºC, durante 40 minutos, ou até que o bolo fique castanho e a massa estiver fofa ao toque.

Cobertura
200ml de natas vegetais
250gr de queijo mascarpone
100gr de margarina à temperatura ambiente
 150gr de açúcar em pó

Batemos as natas atéque estas fiquem firmes. À parte juntamos o queijo, o açúcar em pó e a margarina e batemos bem até todos os ingredients até estarem bem ligados. Juntamos e decoramos o bolo.


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Compota de Cereja e Morango

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Quem acompanha o blog e a página do facebook do Reservatório de Sensações já se deve ter apercebido como eu aproveito todo e qualquer tempo livre para fugir para o meu campo. E como é bom deixar-me embrenhar nesta altura nas minhas paisagens rurais. Para cada esquine que olhe há uma explosão de sabores e aromas frescos frutados. O pomar está carregadinho. Produzir o que se come é um privilégio muito grande. Para além de sabermos o que estamos a consumir, nos anos mais fartos, podemos presentear os amigos, os familiares, os vizinhos com canastras de fruta fresquinha. Gostamos também de aproveitar os produtos da época e conservá-los de forma a que durem mais tempo. E confeccionar compotas é uma excelente solução. Este ano, uma vez que houve fartura de cerejas, decidi exprimentar fazer compota de cereja (à qual juntei alguns morangos). Posso garantir-vos que o esforço que tive a descaroçar as cerejas foi no final recompensado.





Uma das primeiras regras para se conseguir uma boa compota passa por utilizar apenas frusta fresca, em perfeitas condições de utilização. Caso contrário estaremos a produzir uma compota que se irá deteriorar mais depressa. Devemos usar sempre utensílios de cozinha limpos. Assim como o melhor será confeccionar pequenas quantidades de fruta de cada vez. Isto porque se optarmos por quantidades maiores, o processo de fervura pode demorar e a fruta adulterar-se. É importante também verificarmos se o açúcar se dissolve por completo antes de levantar fervura, para que não se formem grumos. Assim que a compota tiver atingido o ponto correcto, devemos retirar a espuma que se forma na superfície da mesma. Segundo o livro Feito em Casa  - Conservas, uma boa compota "apresenta uma consitência equilibrada, deve barrar-se facilmente e não ter líquidos residuais".

Foi também graças a este livro que aprendi como atingir o ponto de consistência das compotas. Tudo na vida tem truque, mas este é bem simples. Devemos colocar um pires no frigorífico durante 15 minutos. Assim que acharmos que a nossa compota está no ponto, desligamos o tacho/panela e deitamos uma colher generosa da mistura quente no prato fresco e levamos ao frigorífico durante cinco minutos. Para verificarmos se está mesmo no ponto, tiramos o pires do frigorífico e empurramos uma beira da mistura com o dedo, se esta enrugar então a compota estará pronta. Se não enrugar voltamos a colocar o tacho/panela ao lume e deixamos cozinhar até ficar mais firme e depois voltamos a testar.

Não se esqueçam que as compotas têm de ser guardadas em frascos esterilizados e deviamente bem seladas.

Ingredientes
800gr de cerejas
200gr de morangos
900gr de açúcar amarelo
Sumo de 1 limão


Descaroçamos as cerejas e deitamos numa tigela (de aço inoxidável, cerâmica ou vidro), juntamente com os morangos já lavados e sem o pedúnculo. Adiccionamos o açúcar e salpicamos com o sumo de limão. Reservamos durante uma hora. Colocamos o conteúdo da tigela numa panela  e cozinhamos em lume médio até o açúcar dissolver. Deixamos ferver durante 15 minutos. Apagamos o lume e verificamos o ponto de consistência. Depois de atingirmos o ponto pretendido, deixamos arreferecer durante cinco minutos  e retiramos a espuma branca que se forma na superfície. Aguardamos mais dez minutos e em seguida colocamos a compota nos frascos esterilizados. Guardamos os frascos em sítio escuro e ao abrigo do calor. Depois de abertas, as compotas devem ser convervadas no frigorífico.

Nota: A cereja é fruto muito macio que contem pouca pectina (teor gelificante natural), assim sendo, podem comprar pectina artificial e juntar à receita. Se o fizerem, então terão de reduzir o tempo de cozedura para cinco minutos.



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Bolo de Lemon Curd

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Questionei-me mais do que uma vez se devia publicar este post. Lembram-se de uma fotografia que partilhei no facebook sobre um Bolo de Lemon Curd. Pois bem, foi uma dos bolos mais saborosos que confeccionei nos últimos tempos. E cuja receita foi para mim uma surpresa. Cá em casa adoramos o sabor cítrico dos limões, seja em limonadas, seja em temperos, seja, claro, em sobremesas. Assim que experimentei fazer Lemon Curd, eu sabia que tinha de tentar confeccionar um Bolo onde pudesse utilizar esta deliciosa coalhada. Mas perguntam o porque de hesitar em partilhar a receita? Porque as fotografias desta beldade gastronómica ficaram uma lástima, uma vez que foram tiradas à pressa. Mas depois de ponderar, cheguei à conclusão que esta receita é super adequada para o calor que se faz sentir, pois o bolo possui uma doçura oculta refrescante. A receita que partilho é uma adaptação do Bolo de Lemon Curd do livro Feito em casa Conservas, de Dick e James Strawbridge.


Ingredientes
2 colheres de sopa de Lemon Curd (podem ver a receita aqui)
100gr de açúcar granulado
100gr de manteiga sem sal amolecida
150gr de farinha autolevedante
2 ovos grandes (à temperatura ambiente) batidos
raspa de1 limão

Préaquecemos o forno a 170ºC. Untamos uma forma baixa com cerca de 20 cm de diâmetro. Batemos a coalhada de limão, o açúcar e a manteiga numa tigela grande. Acrescentamos a farinha peneirada, sem parar de bater. Juntamos os ovos e continuamos a bater, terminando com a adição da raspa de limão. Vertemos a mistura na forma e levamos ao forno por 35 minutos. Aguardamos cerca de 10 minutos, até o bolo se despegar ligeiramente dos lados da forma, desenformamos para cima de uma grelha de arrefecimento. Sugestão, o bolo pode ser servido com uma colher generosa de Lemon Curd.





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Pão de Banana

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Cá em casa, todos os fins-de-semana são vividos a correr, mais ainda que os dias rotineiros das semana normal de trabalho. Dividimo-nos entre a casa dos pais dele e a casa dos meus pais. Dividimo-nos entre o meu campo e as actividades interessantes da cidade. Dividimo-nos entre a diversão e as tarefas domésticas de quem não quer viver numa espelunca. Dividimo-nos em meia dúzia de seres que não somos, mas que se apoderam das nossas almas sem a poética dos heterónimos de pessoa. Dividimo-nos para viver intensamente a vida que nos escapa por entre os dedos durante a semana. Como se ao sábado, a felicidade assobiasse à janela e solicitasse estadia durante dois dias e uma noite. E, já perguntava a Mafalda do Quino, abrimos a porta se for a felicidade a tocar à campainha? Por estas bandas não só abrimos a porta, como escaqueiramos a janelas de par em par e deixamos o ar da vida entrar. E neste reboliço vivo de sangue pulsante, ainda lhe servimos com calma o melhor dos pequenos-almoços. Que é como quem diz, sentamo-nos, olhos nos olhos, e procuramos encontrar-nos à mesa, a dois, relaxados, brincalhões, com piadas mais ou menos elaboradas tal seja a preguiça que se abata sobre nós. Não encontro maneira melhor de começar o sábado ou o domingo, sentada a mesa, relaxada. Então quando a juntar a isto ainda conseguimos tempo para experimentar deleites gastronómicos novos é ouro sobre azul. Se também vivem com paixão os pequenos-almoços, então experimentem a receita abaixo. Trata-se de uma adaptação de uma receita do livro Brunch de Cláudia S. Villax, que me tem acompanhado para todo o lado (não literalmente). A receita combina bem com tudo, seja com fim-de-semanas preguiçosos, seja com planos dinâmicos. Eu harmonizei-a com compota caseira de cereja e morangos, framboesas frescas e iogurte grego natural.



Ingredientes
2 bananas grandes e maduras desfeitas
80gr de manteiga
150gr de açúcar amarelo
200gr de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
4 colheres de sopa de óleo de girassol

Numa tigela adicionamos o açúcar, a manteiga e os ovos. Batemos bem até obtermos uma mistura uniforme e fofa. Juntamos as bananas desfeita e envolvemos bem com uma colher de pau. Adicionamos a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio e o óleo de girassol. Envolvemos bem novamente. Colocamos a mistura numa forma de bolo inglês forrada com papel vegetal e levamos ao forno, previamente aquecido a 150ºC, durante 40 minutos.


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Creme de Abóbora e Feijão Verde

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A sopa é tranca da barriga. Sempre ouvi a minha avó dizer. Como me irritava escutar esta expressão quando era mais pequena. Tive graves problemas com a sopa. Fiz muitas birras. Dei imenso trabalho aos meus pais. Chorei baba e ranho no meu pseudo infantário-militar. Olhando em retrospectiva, acho que me incomodava a textura das sopas e às vezes aquilo a que eu chamo de "entulho" da sopa. Fazia-me confusão ao passar na garganta. Mas claro, uma pessoa cresce e diversos hábitos, gostos e birras mudam. Hoje em dia, adoro degustar uma boa sopa.  Mesmo nesta altura do ano, em que só apetece gelado, bolos frescos, batidos e suminhos gelados. A verdade é que já consigo compreender perfeitamente a expressão da avó. Basta uma prato de sopa para saber que não vou fazer extravagâncias alimentares, que vou me sentir saciada no final da refeição. E sabem que ingredientes fazem uma boa combinação? Abóbora e feijão verde! Se procuram uma refeição ligeira para estes dias de calor, garanto-vos que este creme suave vai bem com umas torradas de pão de centeio e sementes barradas com azeite.




Ingredientes
1 cebola média
1kg de abóbora manteiga
4 cenoura grandes
1 alho francês
500gr de feijão verde


Colocamos um fio generoso de azeite num tacho e juntamos a cebola picada. Deixamos alourar cerca de um minuto. Misturamos os legumes cortados em pedaços pequenos (excepto o feijão verde). Cubrimos os legumes com água e deixamos cozinhar até estarem moles. Aproveitando o vapor proveniente da cozedura dos legumes, cozinhamos a vapor o feijão verde. Retiramos a sopa do lume e com a varinha mágica trituramos os legumes. Jutamos o feijão verde ao creme. Pode ser servido com um fio de azeite.


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Bolinhos de Chocolate

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Se existe ingrediente maravilhoso no mundo, é sem dúvida o chocolate. Sou gulosa desde que me conheço e não me faço rogada a um bom chocolate. Principalmente se for negro. Há uns tempos ofereceram-me uma tablete de chocolate negro biológico com cerca de 90% por cento de cacau. Era simplesmente divinal. Claro que um chocolate negro aromatizado com frutas também me consegue tirar do sério. Concluindo, mesmo que me tente controlar não passo sem este agradável pecado. E de meia em meia volta lá volto eu a uma receita que envolva chocolate. Este gosto pelo chocolate não é só meu. 


Desde cedo que a humanidade se rendeu a este alimento e construiu um império comercial à sua volta. Segundo o livro A Curious History of Food and Drink a primeira referência ao plantio de cacau remonta a 1400 A. C., nas Honduras. Os aztecas foram os primeiros consumidores deste ingrediente. Eram grandes apreciadores de uma bebida confeccionada a partir do cacau (chamada de xocolalt), que era geralmente temperada com pimenta. Os primeiros europeus a experimentarem o chocolate foram os espanhóis, mais propriamente em 1519, quando o conquistador Hérnan Cortés foi presenteado pelos aztecas com uma caneca desta "água amarga". Se ele gostou ou não da bebida nunca saberemos, mas a história diz que depois deste encontro ele fartou-se de mandar cortar cabeças.

Ainda segundo este livro, a primeira loja dedicada ao comércio de chocolate na Europa, mais propriamente em Londres, só foi inaugurada em 1657.O proprietário assegurava que a bebida à base de cacau curava e defendia o corpo de diversas doenças. Porém, muitos apregoavam que as consequências de beber chocolate eram devastadoras. Como o caso de uma mãe branca que deu à luz um filho da "cor do chocolate". A situação foi deveras comentada nos folhetins da altura, sendo que a razão de tal acontecimento foi atribuído à ingestão de grande quantidades daquela bebida.

Foi a partir do século XVII que a Europa ficou rendida à água amarga. Rapidamente beber Xocolalt , sem a pimenta, virou moda. Além disso, este ingrediente passou a ter um peso bastante grande na balança económica. Portugal foi o responsável por introduzir o cultivo de cacau em diversos países como o Brasil e a Guiné.

Uma curiosidade, só em 1847, a companhia Joseph Fry descobriu a forma de confeccionar chocolate sólido.





Ingredientes
75gr de chocolate peto (com cerca de 70 por cento de cacau)
175gr de farinha de trigo
40gr de cacau em pó
140gr de açúcar mascavado
200ml de óleo vegetal
3 ovos (de preferência tamanho L)
1 colher de fermento m pó

Aquecemos previamente o forno à temperatura de 180ºC. Partimos o chocolate e colocamos os pedaços numa tigela à prova de calor. Derretemos o chocolate em banho-maria. Deixamos arrefecer ligeiramente. Peneiramos a farinha e o fermento em pó para dentro da tigela de uma misturadora eléctrica. Acrescentamos o cacau, o açúcar, o óleo, os ovos e o chocolate derretido. Batemos todos os ingredientes até estarem bem incorporados. Distribuímos a massa pelas forminhas, previamente untadas. Levamos ao forno durante 15 a 20 minutos ou até a massa ter crescido bastante. Esperamos que arrefeçam para os desenformarmos.



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